Albatroz Engenharia na revista Portugal Inovador

Distribuída com o Jornal "O Público"

A Albatroz Engineering, sediada em Lisboa, nasce pelas mãos de Alberto Vale e João Gomes Mota, administrador e nosso interlocutor nesta entrevista. Começou a trabalhar em I&D ao serviço da EDP em 2003 e convidou o seu colega Alberto a juntarse à inovação na área de inspeção de linhas elétricas a partir de helicóptero.

Na vanguarda da Investigação e Desenvolvimento

Fruto da experiência prévia de ambos como engenheiros de I&D em robótica móvel desde a década de 90, introduziram sensores e capacidades de inteligência artificial num processo que estava dependente das capacidades humanas, operando num contexto muito exigente, a escassos metros de linhas de alta tensão.

Para rentabilizar esse produto, resolveram fundar a Albatroz em 2006. Nesse mesmo ano, assinaram um memorando de entendimento com o grupo EDP e, um ano depois, já tinham o primeiro sistema a voar. “Esse sistema mede em tempo real a distância do helicóptero às linhas, árvores e solo, tudo por questões de segurança, evitando, por exemplo, colisões”, como explica o engenheiro. Em final de 2008, fez-se o primeiro contrato em Espanha, um outro contrato de software com o Canadá e, em 2011, começaram a trabalhar para França. “Aí, a nossa vida mudou um bocado: deixámos de fornecer só tecnologia e passámos a fazer o processamento dos dados”, acrescenta.

Direcionada para a aeronáutica, a empresa desenvolve hardware e software para sistemas operando em aeronaves, primeiro helicópteros, depois drones. O seu A Albatroz Engineering, sediada em Lisboa, nasce pelas mãos de Alberto Vale e João Gomes Mota, administrador e nosso interlocutor nesta entrevista. Começou a trabalhar em I&D ao serviço da EDP em 2003 e convidou o seu colega Alberto a juntarse à inovação na área de inspeção de linhas elétricas a partir de helicóptero. produto-bandeira é o PLMI e, como tudo o que é montado numa aeronave tripulada tem que ser certificado, criaram um grupo interno para alcançar essa certificação sendo uma das quatro organizações portuguesas reconhecidas como Design Organisation Approval [DOA] pela agência europeia de segurança na aviação [EASA], estando habilitados para certificar a instalação dos seus próprios equipamentos.

Para lá da aeronáutica, o seu público-alvo são as empresas de linhas elétricas. Atuando a meio da cadeia de valor, acabam por trabalhar com empresas de prestação de serviços na área dos helicópteros e aviões sem perder de vista a cadeia até aos utilizadores de eletricidade.

A empresa foi criada sempre como uma ponte entre a I&D e o mundo industrial. Nesta altura, já patrocinaram seis mestrados, um doutoramento em aeronáutica com a UBI, mais de 30 estágios, publicações em conferências, mantendo parceria estreita com as universidades e empresas como via de partilha e criação de ideias. A distinção da concorrência é marcada por quatro princípios: “fazer coisas personalizadas a cada cliente, otimizar as soluções em função da qualidade/preço, trabalho lado a lado com o cliente e a abertura à I&D”, sublinha Gomes Mota.

Com cerca de 30 colaboradores, possuem clientes em Portugal, Espanha, França, EUA, Canadá e Itália. Nas palavras do administrador, “tendo em conta a sustentabilidade, a convicção é que, na maior parte das atividades, se forem bem feitas conseguimos reduzir o impacto ambiental delas, adequando os equipamentos e os procedimentos para esse efeito”.

Para o futuro, a Albatroz Engenharia quer transportar o seu conhecimento para outras áreas, apostando para isso no seu trabalho de I&D, com vista a setores como o inventário e avaliação da “saúde” florestal ou a inspeção das linhas férreas.